quarta-feira, 25 de junho de 2025

Caoa deixa de fabricar carros da Hyundai para produzir nova marca asiática

Caoa deixa de fabricar carros da Hyundai para produzir nova marca asiática


Imagem: Divulgação

A Caoa deixará de fabricar os carros da Hyundai no Brasil. O término da produção na fábrica da empresa em Anápolis (GO) ocorrerá entre outubro e novembro deste ano, deixando de ser feitos o New Tucson e o caminhão HR.

A saída da Hyundai, somada ao crescimento recente da fábrica no interior de Goiás, abre as portas para a chegada de veículos de outras marcas. Segundo apurou o UOL Carros, três delas procuraram a empresa brasileira para conversas e seriam comercializadas por uma nova rede, separada da D21 Motors - responsável pela venda dos produtos nacionais e estrangeiros da Caoa Chery.

O fim da relação entre Caoa e Hyundai começou a ser costurado em agosto do ano passado, quando houve o entendimento entre as partes para que a montadora sul-coreana passasse a importar e vender seus modelos de forma independente, pagando um valor à empresa brasileira. Nos quase 20 anos de história entre as partes, foram mais de 500 mil veículos produzidos.

A ideia é que a partir de agora o complexo em Anápolis se transforme em um hub industrial, que vai congregar novas "potências asiáticas", até novembro. O projeto de expansão de 36.172 m² resulta no total de mais de 208 mil m² de área edificada.

Vale lembrar que recentemente a fábrica em Goiás recebeu uma nova etapa de robotização com equipamentos que ocupavam a produção da Ford na Bahia - e que não foram adquiridos por lá pela BYD.

Fábrica produzirá nova picape

Um dos novos produtos a serem produzidos em Anápolis pela Caoa Chery até 2027 será a picape a diesel anunciada pelo presidente da montadora, Carlos Alberto de Oliveira Andrade Filho, durante o Salão de Xangai deste ano.  Antes disso ainda virá o Tiggo 9. As novidades da empresa darão suporte de produção aos atuais Tiggo 8, Tiggo 7 e o Tiggo 5X.

Além do aumento da produção dos atuais produtos, a Caoa Chery também ampliará as áreas de pesquisa e desenvolvimento, em um investimento anunciado de R$ 3 bilhões. O objetivo é crescer a produção de 80 mil para 160 mil carros fabricados por ano.

E a nova marca?

Os modelos, por enquanto, são guardados em segredo. Segundo apurou a reportagem, "serão carros especiais para o Brasil, inclusive inéditos". Entre as concorrentes para ocupar a fábrica em Anápolis, todas asiáticas, estão as chineses Dongfeng, Changan e Baic.

Ligados à Changan, veículos das marcas Avatr e Uni-T já foram vistos circulando em testes no Brasil. Também estão ligados ao grupo empresas como Deepal e Nevo

Por fim, ainda existem rumores de que o grupo Caoa também está em conversas com as indianas Tata e Mahindra.

A reportagem apurou que o objetivo do grupo Caoa é ampliar sua presença de mercado, como já fez com Renault, Hyundai e Caoa Chery. A ideia é dar à novata o mesmo peso de mercado das demais marcas representadas pela empresa… - Veja mais em https://www.uol.com.br/carros/colunas/jorge-moraes/2025/06/25/caoa-deixa-de-fabricar-carros-da-hyundai-para-produzir-nova-marca-asiatica.htm?cmpid=copiaecola

por Jorge Moraes

25/06/2025 05h30

quinta-feira, 5 de junho de 2025

OS 80 AN0S DA CONFERÊNCIA SÃO VICENTE DE PAULO DA IGREJINHA PADROEIRA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

Neste próximo dia 13 de Junho de 2025 a Comunidade da Igrejinha  vai comemorar os 80 anos da entidade que gerou o início da sua história. Os estatutos elaborados e registrados por seu primeiro presidente Jesus Duarte Alves fazem constar a importante data de 13 de Junho de 1945 como o dia em que João Batista Ferreira de Mendonça abriu as portas da sua casa na sede da Fazenda Retiro para a reunião dos confrades que celebraram e assinaram a primeira ata.



quarta-feira, 9 de abril de 2025

PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA IGREJINHA VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO

 PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA IGREJINHA

 VILA SÃO VICENTE  ANÁPOLIS GO

PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA IGREJINHA 

VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO


1 – APRESENTAÇÃO

O Projeto de implantação do PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E 

CULTURAL DA IGREJINHA – VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO é uma 

proposta de intervenção no setor de gastronomia, turismo e cultura do 

município de Anápolis GO, elaborado a partir de observações e vivências 

sobre o processo que a região vive em relação às suas tradições culturais e 

seus patrimônios naturais, principalmente relacionados aos saberes e 

fazeres da comunidade na produção gastronômica e artesanal.


II – JUSTIFICATIVA

O Projeto PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA 

IGREJINHA – VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO nasce da vocação natural 

da comunidade para essa indústria em expansão que é o turismo cultural 

com foco na gastronomia regional. A este grande potencial para o 

desenvolvimento de tal atividade econômica, acrescenta-se a posição 

estratégica da Comunidade da Igrejinha – Vila São Vicente às margens da 

BR 153, no corredor de ligação entre as duas capitais Goiânia e Brasília e ao 

lado do recém inaugurado Centro de Convenções, sinalizando que os 

empreendimentos nessa área só necessitam de firme direcionamento para 

alcançar o sucesso. Nessa perspectiva, faz-se imprescindível organizar a 

ação de forma criteriosa, conduzindo os diversos interesses dos parceiros 

para uma exploração dinâmica deste mercado.


III – OBJETIVOS DO PROJETO:

1 – OBJETIVO GERAL

Oportunizar à livre iniciativa da Comunidade da Igrejinha e 

região a sua organização empreendedora para a execução de propostas e 

programas no incremento ao turismo cultural com foco nos saberes e 

fazeres gastronômicos e artesanais, gerando trabalho e renda com a 

produção e comercialização de seus produtos.

2- OBJETIVOS ESPECÍFICOS

-- Estruturar e divulgar as atividades do PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO 

E CULTURAL DA IGREJINHA – VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO.

- Atender à demanda de empreendedores da Comunidade da Igrejinha 

interessados em explorar o mercado de turismo na região.

- Propiciar o intercâmbio de turismo gastronômico cultural com outros 

centros regionais e nacionais.

- Facilitar o acesso dos empreendedores em turismo gastronômico cultural 

a cursos de qualificação na área.


IV – METAS

- Montar estrutura de execução do projeto a partir de parceria da 

Comunidade da Igrejinha com a Prefeitura Municipal e entidades de 

referência na área de referência do turismo.

- Realizar o I FESTIVAL GASTRONÕMICO DA IGREJINHA em Junho de 2025 durante as

 comemorações dos 80 Anos da Conferência Vicentina da Igrejinha, como produto de realização prática 

de oficinas de qualificação e treinamento na área de eventos de gastronomia.


V - ESTRATÉGIA DE OPERACIONALIZAÇÃO

1 – DA COORDENAÇÃO

A Coordenação será composta por técnicos e profissionais da área de 

turismo e gastronomia, pertencentes aos quadros dos parceiros, além de 

convidados de notório saber.


2- DAS ATRIBUIÇÕES DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS PARCEIROS


3 – DAS ATRIBUIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E JURÍDICAS QUE SE 

INCORPORAREM AO PROJETO


4 – PLANO DE MARKETING

O Projeto PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA 

IGREJINHA – VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO é um projeto de fácil 

inserção na mídia e redes sociais, uma vez que divulga atrações e 

motivações da comunidade que já tem a qualidade testada de seus produtos junto ao público consumidor de gastronomia regional, veiculando 

assim e fixando as marcas das empresas e instituições envolvidas.

À coordenação do projeto caberá organizar a participação da 

comunidade em feiras e convenções da área de turismo gastronômico, 

estabelecendo cronograma próprio de divulgação.

VII – CRONOGRAMA 

- Planejamento e Montagem do Projeto

- Estabelecimento de Parcerias

- Execução do Projeto

VIII – EQUIPE DE COORDENAÇÃO

IX - RECURSOS


§  IX – RECURSOS

§  Estrutura

§  Iluminação (tendas, refletores)

§  4 Tendas 10x10;

§  150 Mesas;

§  600 Cadeiras;

§  Palco tipo “B”

§  6 Banheiros Químicos;

§  Fogos para abertura.

§  Comunicação

§  1 banner  6x 3 para usar no fundo do palco tipo “B”;

§  2 banner com a logo da festa para o pórtico 5x2;

§  1000 panfletos;

§  Veiculação de spot nas rádios;

§  Pauta na TV Anhanguera;

§  Fotógrafo para cobrir a festa.

§   

 

X – CONCLUSÃO


 

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA IGREJINHA/ VILA SÃO VICENTE ANÁPOLIS-GOIÁS

O PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA IGREJINHA – VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO é uma proposta de intervenção no setor de gastronomia, turismo e cultura do município de Anápolis GO, elaborado a partir de observações e vivências sobre o processo que a região vive em relação às suas tradições culturais e seus patrimônios naturais, principalmente relacionados aos saberes e fazeres da comunidade na produção gastronômica e artesanal

O Projeto PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA IGREJINHA – VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO nasceu da vocação natural da comunidade para essa indústria em expansão que é o turismo cultural com foco na gastronomia regional. A este grande potencial para o desenvolvimento de tal atividade econômica, acrescenta-se a posição estratégica da Comunidade da Igrejinha – Vila São Vicente às margens da BR 060, no corredor de ligação entre as duas capitais Goiânia e Brasília e ao lado do recém inaugurado Centro de Convenções, sinalizando que os empreendimentos nessa área só necessitam de firme direcionamento para alcançar o sucesso. Nessa perspectiva, faz-se imprescindível organizar a ação de forma criteriosa, conduzindo os diversos interesses dos parceiros para uma exploração dinâmica deste mercado.

I - OBJETIVOS DO PROJETO:

1 – OBJETIVO GERAL

Oportunizar à livre iniciativa da Comunidade da Igrejinha e região a sua organização empreendedora para a execução de propostas e programas no incremento ao turismo cultural com foco nos saberes e fazeres gastronômicos e artesanais, gerando trabalho e renda com a produção e comercialização de seus produtos.

2- OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Estruturar e divulgar as atividades do PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA IGREJINHA – VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO.

Atender à demanda de empreendedores da Comunidade da Igrejinha interessados em explorar o mercado de turismo na região.

Propiciar o intercâmbio de turismo gastronômico cultural com outros centros regionais e nacionais.

Facilitar o acesso dos empreendedores em turismo gastronômico cultural a cursos de qualificação na área.

II– METAS

Montar estrutura de execução do projeto a partir de parceria da Comunidade da Igrejinha com a Prefeitura Municipal e entidades de referência na área de referência do turismo.

Realizar anualmente o FESTIVAL GASTRONÔMICO DA IGREJINHA como produto de realização prática de oficinas de qualificação e treinamento na área de eventos de gastronomia.

III - ESTRATÉGIA DE OPERACIONALIZAÇÃO

1- DA COORDENAÇÃO
A Coordenação será composta por técnicos e profissionais da área de turismo e gastronomia, pertencentes aos quadros dos parceiros, além de convidados de notório saber.

2- DAS ATRIBUIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E JURÍDICAS QUE SE INCORPORAREM AO PROJETO

IV - CRONOGRAMA

- Planejamento e Montagem do Projeto
- Estabelecimento de Parcerias
- Execução do Projeto

O PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA IGREJINHA – VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO é uma proposta de intervenção no setor de gastronomia, turismo e cultura do município de Anápolis GO, elaborado a partir de observações e vivências sobre o processo que a região vive em relação às suas tradições culturais e seus patrimônios naturais, principalmente relacionados aos saberes e fazeres da comunidade na produção gastronômica e artesanal

O Projeto PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA IGREJINHA – VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO nasceu da vocação natural da comunidade para essa indústria em expansão que é o turismo cultural com foco na gastronomia regional. A este grande potencial para o desenvolvimento de tal atividade econômica, acrescenta-se a posição estratégica da Comunidade da Igrejinha – Vila São Vicente às margens da BR 060, no corredor de ligação entre as duas capitais Goiânia e Brasília e ao lado do recém inaugurado Centro de Convenções, sinalizando que os empreendimentos nessa área só necessitam de firme direcionamento para alcançar o sucesso. Nessa perspectiva, faz-se imprescindível organizar a ação de forma criteriosa, conduzindo os diversos interesses dos parceiros para uma exploração dinâmica deste mercado.

I - OBJETIVOS DO PROJETO:

1 – OBJETIVO GERAL

Oportunizar à livre iniciativa da Comunidade da Igrejinha e região a sua organização empreendedora para a execução de propostas e programas no incremento ao turismo cultural com foco nos saberes e fazeres gastronômicos e artesanais, gerando trabalho e renda com a produção e comercialização de seus produtos.

2- OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Estruturar e divulgar as atividades do PÓLO GASTRONÔMICO TURÍSTICO E CULTURAL DA IGREJINHA – VILA SÃO VICENTE – ANÁPOLIS GO.

Atender à demanda de empreendedores da Comunidade da Igrejinha interessados em explorar o mercado de turismo na região.

Propiciar o intercâmbio de turismo gastronômico cultural com outros centros regionais e nacionais.

Facilitar o acesso dos empreendedores em turismo gastronômico cultural a cursos de qualificação na área.

II– METAS

Montar estrutura de execução do projeto a partir de parceria da Comunidade da Igrejinha com a Prefeitura Municipal e entidades de referência na área de referência do turismo.

Realizar anualmente o FESTIVAL GASTRONÔMICO DA IGREJINHA como produto de realização prática de oficinas de qualificação e treinamento na área de eventos de gastronomia.

III - ESTRATÉGIA DE OPERACIONALIZAÇÃO

1- DA COORDENAÇÃO
A Coordenação será composta por técnicos e profissionais da área de turismo e gastronomia, pertencentes aos quadros dos parceiros, além de convidados de notório saber.

2- DAS ATRIBUIÇÕES DE PESSOAS FÍSICAS E JURÍDICAS QUE SE INCORPORAREM AO PROJETO

IV - CRONOGRAMA

- Planejamento e Montagem do Projeto
- Estabelecimento de Parcerias
- Execução do Projeto

I FESTIVAL GASTRONOMICO DA IGREJINHA











domingo, 7 de janeiro de 2018

FOLIA DE REIS DA IGREJINHA 2018

https://igrejinhagoyaz.blogspot.com/2018/01/folia-de-reis-da-igrejinha-2018.html?spref=fb&fbclid=IwAR1AzyFfjEVJHEwgZx4lkfC7PKMc-_3PTSBcIDdgN_0Ps6eJYCKjv3XVV0k

FOLIA DE REIS DA IGREJINHA 2018 MARCOU MAIS UM GRANDE SUCESSO DA TRADIÇÃO DA COMUNIDADE DA VILA SÃO VICENTE. REALIZADA POR DÉCADAS E SEM INTERRUPÇÃO, A MANIFESTAÇÃO CAMINHA PARA SER TOMBADA COMO PATRIMÔNIO HISTÓRICO IMATERIAL DE ANÁPOLIS E ENTRAR PARA O CALENDÁRIO DE EVENTOS CULTURAIS OFICIAIS DO MUNICÍPIO.

FOLIA DE REIS DA IGREJINHA








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segunda-feira, 7 de maio de 2018

https://igrejinhagoyaz.blogspot.com/2018/05/festa-de-sao-joao-da-igrejinha-anapolis.html

FESTA DE SÃO JOÃO DA IGREJINHA - ANÁPOLIS GO


COMEMORANDO OS 130 ANOS DE NASCIMENTO DE JOÃO BATISTA FERREIRA MENDONÇA, FUNDADOR DA IGREJINHA - VILA SÃO VICENTE - ANÁPOLIS GO - DIA 23 DE JUNHO DE 2018




SÁBADO, 23 DE JUNHO DE 2018 DE 19:00 A 23:59

Festa de São João da Igrejinha


Igrejinha - Vila São Vicente - Anápolis GO - Conferência São Vicente de Paulo
Evento de Agência ECCOM/Conferência Igrejinha
Igrejinha - Vila São Vicente - Anápolis GO - Conferência São Vicente de Paulo
Duração: 4 h 59 min
Público Qualquer pessoa dentro ou fora do Facebook



terça-feira, 23 de junho de 2020

SÃO JOÃO DA IGREJINHA 2020

ESSE ANO NÃO TEM



quarta-feira, 23 de junho de 2021

SÃO JOÃO DA IGREJINHA 2021 

VIVA SÃO JOÃO SEM FESTA PIPOCA E QUENTÃO 

POR CAUSA DA PANDEMIA VAMOS ACENDER A FOGUEIRA DENTRO DO CORAÇÃO

VIVA SÃO JOÃO 

SEM FESTA PIPOCA E QUENTÃO    

POR CAUSA DA PANDEMIA 

VAMOS ACENDER A FOGUEIRA 

DENTRO DO CORAÇÃO  








 FOLIA DE REIS 2020 NA IGREJINHA - VILA SÃO VICENTE - ANÁPOLIS GO

Último evento antes das restrições da pandemia foi mais uma experiência grandiosa de ação solidária em rede,  O papel do nosso voluntariado cumpre seu papel fundamental para o fortalecimento dessa genuína expressão de nossa  Cultura Popular.

Grande público que prestigia a Folia de Reis da Igrejinha todos os anos










Arte do São João da Igrejinha 2019 - Marcus Vinicius Albuquerque Duarte
Bolo de Fubá, elemento gastronômico referencial da comunidade da Igrejinha nas festas juninas


 ARTE SÃO JOÃO DA IGREJINHA 2018

DONA LURDES FIA E CANTA NA FESTA DO SÂO JOÂO DA IGREJINHA ENSINANDO A CARDAR E FIAR


O TRABALHO VOLUNTÁRIO DE NOSSAS COZINHEIRAS DA COMUNIDADE RESULTANDO EM DELICIOSOS PRODUTOS DO SÃO JOÂO DA IGREJINHA 2018







Nosso Agente de Leitura Marcus Vinicius em 2014 na II Bienal Brasil do Livro e da Leitura em Brasília. Foi seu primeiro trabalho de correspondente da Agência Escola, acompanhando a participação no evento do escritor e poeta Anapolino Paulo Nunes Batista


 Com uma programação diversificada, a II Bienal Brasil do Livro e da Leitura foi um sucesso de público, atraindo cerca de 300 mil pessoas, segundo dados da Secretaria de Cultura. Com uma estrutura de 23 mil metros quadrados montada na Esplanada dos Ministérios, o evento garantiu a comercialização de 445 mil títulos e movimentou, aproximadamente, R$ 8 milhões contra R$ 6 milhões do evento em 2012.

Durante os 11 dias, os visitantes puderam escolher entre mais de 85 mil títulos expostos além de participarem de vários seminários, debates e lançamentos de obras. Com 158 estandes de empresas entre editoras, livrarias e distribuidoras de livros, os gêneros Juvenil, História e Literatura Fantástica figuraram entre os mais procurados. Quem foi até o local com crianças pôde aproveitar os contadores de histórias e outras atrações voltadas para os pequenos em estrutura montada ao lado da Rodoviária.

 A II Bienal Brasil do Livro e da Leitura trouxe a Brasília nomes importantes da literatura mundial. O homenageado internacional foi o escritor uruguaio Eduardo Galeano, autor de obras antológicas, como As veias abertas da América Latina e a trilogia Memória do Fogo. Ariano Suassuna, considerado por muitos o maior escritor brasileiro em atividade, foi o homenageado nacional. Os dois fizeram palestras e lotaram o auditório do Museu Nacional da República.

Aos 13 dias do mez de Junho de 1945 na fazenda Retiro desta parochia do senr. Jezus da Lapa de Anápolis, archidiocese de Goyaz, presente grande número de fazendeiros e moradores, católicos dos limites desta mesma fazenda e suas vizinhanças, após a santa missa celebrada pelo pároco local, realizou-se  a reunião de fundação desta primeira conferencia rural da parochia. Ditas algumas palavras  sobre a importância e o valor destas conferencias que vem preemcher uma lacuna no meio rural o vigário da Parochia, Cônego J. Olimpio Pitaluga de acordo com o iniciador deste movimento christão de caridade do Senr. João Batista Ferreira de Mendonça, ouve por bem escolher a diretoria da conferencia Nossa Snra.Da Conceição. ( Ata da Conferência Nossa Senhora da Conceição, de 1945 a 1947, pg. 01).

A TRADIÇÃO FAMILIAR NA VILA SÃO VICENTE, ANÁPOLIS/GO: FOLIA DE REIS 

Resumo: A Vila São Vicente está inserida na cidade de Anápolis-GO, habitada por moradores provenientes de algumas cidades de Minas Gerais. Ao se estabelecerem ali adquiriram pequenas propriedades rurais e com o passar do tempo erigiram uma pequena capela em devoção ao santo da devoção do grupo, que também denominou o bairro posteriormente, conhecido como Igrejinha. O espaço da materialidade da religião tornou-se centro irradiador de devotos que para lá se dirigiram e acabaram constituindo o local de moradia, habitado ainda em sua maioria por descendentes daqueles migrantes fundadores, que trouxeram além da vontade de cultivar a terra a devoção aos Santos Reis. Propomos uma investigação a partir dos giros da Folia de Santos Reis do ano de 2015, tendo em consideração os aspectos históricos de tal manifestação cultural e na composição de um espaço religioso não só nas proximidades da Igrejinha, hoje em processo de ampliação, mas também considerando os trajetos percorridos e as casas pelas quais a Folia passa a cada ano, tanto na área urbana quanto na rural – por onde girava anteriormente. As alterações de trajetos e os rituais serão brevemente mencionados considerando relatos de antigos foliões e participantes mais recorrentes, sendo descritos por meio das ritualidades constituidoras do giro, destacando ainda a farta distribuição de alimentos. A proposição de análise advém do fato de que esta Folia de Reis não possui uma investigação mais pontual, mesmo tendo quase um século e aglutinando centenas de pessoas. A Folia de 2015 folia escolhida pelo fato de que os três festeiro, representando os três reis magos eram da mesma família, uma das fundadoras da Vila, e por ter sido a última folia a contar com a participação do senhor Haroldo, um dos que implementou a Folia de Reis na Vila de São Vicente.

Palavras-chave: Folia de Reis; Vila de São Vicente; Anápolis. 

A busca por manifestações do catolicismo popular tem sido foco de nossas investigações, pois tais festas contribuem para melhor compreensão do universo de artes e dos saberes de um povo. Foi neste intuito que chegamos à comunidade de São Vicente de Paula, localidade também denominada de Igrejinha, na cidade de Anápolis. Propomos um breve relato festivo sobre esta comunidade durante a realização de uma comemoração aos Santos Reis, ocorrida na transição do ano de 2014 para 2015. Nestes momentos comemorativos acompanhamos a Folia de Reis que percorreu as ruas da comunidade e também pequenas propriedades rurais próximas, registrando com fotografias, vídeos e entrevistas informais, parte significativa dos rituais que compõem esta manifestação, que mesmo tendo surgido há quase um século, se mantém como um importante elemento identitário para a comunidade. Na busca de compreensão deste fenômeno festivo, nos deparamos com a necessidade de contextualização histórica, mesmo que superficial, da comunidade, o que nos levou aos arquivos da Prefeitura Municipal de Anápolis, quando foi encontrada a primeira referência sobre o loteamento São Vicente de Paula de Anápolis, sobre o qual será apresentada inicialmente em abreviada explanação, uma vez que ocorre em momento anterior à expansão econômica da cidade em direção sul. Posteriormente a Folia de Reis passará a ser o eixo condutor da descrição, recorrendo a literatura científica sobre outras manifestações que ocorrem principalmente em Goiás. Não há um estudo sobre a Folia de Reis na comunidade da Igrejinha, por isso, há de se destacar que as informações partiram das observações realizadas pelos pesquisadores ligados ao Projeto: Artes e Saberes nas Manifestações Católicas Populares, financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). São Vicente de Paula São Vicente de Paula nasceu a 1581. Recebeu posterior canonização pela Igreja Católica pelo importante desempenho nas ações ligadas à Reforma Católica que ocorreu na França. Foi Vicente, ainda o fundador da Ordem Lazarista, composta por homens que fazem os votos de estabilidade, pobreza, castidade e obediência. As práticas são voltadas aos pobres e assistência aos enfermos, conforme informações colhidas em Sgarbossa (1996). A devoção vicentina se pauta na visitação a distribuição de dinheiro aos pobres e principalmente na visitação aos doentes em hospitais de caridade. Deriva das atividades desenvolvidas por devotos de São Vicente de Paula a denominação de diversos Asilos ou abrigos para pessoas abandonadas em Goiás e em outras partes. Em Goiás, é bastante recorrente a devoção de fazendeiros e a inserção dos mesmos nas Conferências de São Vicente de Paula, como mantenedores das obras assistenciais desenvolvidas tanto por religiosos quanto por leigos. Esta ligação, tendo por base a terra, ou seja, as propriedades rurais, em muito contribuiu para que as atividades vicentinas contribuíssem para com a comunidade goiana. Anais do XIV Simpósio Nacional da ABHR Juiz de Fora, MG, 15 a 17 de abril de 2015 1217 Sendo uma das premissas da Ordem, o voto de pobreza, todos os donativos sempre foram transferidos ou transformados em benefícios para os mais carentes, desde alimentos até mesmo propriedades fundiárias, como o que deu origem a Vila de São Vicente, em Anápolis. A propriedade territorial transferida para a Igreja Católica ou Irmandades e Confrarias era bastante comum, desde momentos da disponibilização das terras via Sesmarias, conforme estudo de Silva (1996), ou posteriormente quando os Registros do Vigário (Silva, 2004) facilitavam o registro de terras devolutas em nome da Igreja. Após a Lei de Terras (1850), a oficialização tentou ser um instrumento eficaz, mas se deparou com alguns problemas, como a: “não existência de medidas de área das propriedades rurais. Quando muito foi encontrada uma medida aproximada, calculada pelo próprio dono da terra. As medidas mais comuns são a légua e a braça (simples, quadrada ou em quadra)” (Alencar, 1993, p. 70). As menções acima se direcionam para a compreensão das dinâmicas de posse e registros das terras, no entanto, o interesse aqui, ocorre a partir da documentação que origina a Vila São Vicente, criada em terras doadas por devotos, mas que foram vendidas com o intuito de melhor colaborar com os mais necessitados. Ainda seguindo esta premissa não buscamos as atas da Conferência no intuito de entender toda a negociação interna para a abertura do loteamento, uma vez que o interesse estava centrado no processo de ocupação das áreas transformadas em lotes que possibilitaram a habitação. A Vila de São Vicente está localizada no município de Anápolis, do qual era distante em 11 Km, tendo por acesso a BR 014. Os dados iniciais remetem ao Processo nº 1274 de 08/05/1952, que originou a Portaria nº 193 de 21/05/1952, junto à Divisão de Obras e Serviços Públicos da Prefeitura Municipal de Anápolis, requerendo aprovação do loteamento em gleba de terras da fazenda Pindobal, cujo interesse era da Conferência São Vicente de Paula. O pedido foi encaminhado pelo então presidente da Confraria, o senhor João Batista Ferreira de Mendonça que menciona o responsável técnico como sendo o Engenheiro Benigno Ribeiro. A documentação, de fácil acesso, e bem acondicionada sob a denominação de Processo 129, constitui-se de vários documentos escritos e também de cópia da planta baixa do loteamento a ser implantado. Anais do XIV Simpósio Nacional da ABHR Juiz de Fora, MG, 15 a 17 de abril de 2015 1218 Figura 01: Planta baixa Loteamento Vila de São Vicente (1952) Fonte: Prefeitura Municipal de Anápolis. Foto: João Guilherme, 2015. Doze foram as quadras propostas e aprovadas, sendo uma delas destinada à Igreja, que se limita com outras cinco. É interessante perceber que a área destinada à praça de esportes é maior que o espaço dedicado à Igreja. A geometria da disposição de quadras, lotes e logradouros públicos não obedecem a uma uniformidade, o que já era comum à época. Inicialmente a ocupação vai ocorrer com os fazendeiros ou chacareiros que moravam nas proximidades. Os primeiros lotes vendidos, como indicado na figura acima apontam para a proximidade entre parentes, quase que uma continuidade do mundo rural foi transposta inicialmente para a Vila de São Vicente, que ao ter edificada uma capelinha em homenagem ao referido santo, passou a ser denominada também de Igrejinha. Ocupação inicial O povoado de Santana das Antas tem início oficial em 1870, com a doação de terras à Santana, padroeira de Goiás, para quem é erigida uma capela. Os fazendeiros locais se cotizam nesta doação e em seguida o povoado passa a ser uma freguesia, vila e depois cidade, o desenvolvimento pode ser assim compreendido: o crescimento populacional e a chegada de imigrantes na cidade, principalmente italianos, sírios e libaneses, que em geral vinham de São Paulo e Minas Gerais, está associado ao desenvolvimento da agricultura de mercado e do comércio urbano, que se dinamizaram após 1920, com a ligação rodoviária de Anápolis a Roncador, e, em 1935, com a inauguração Anais do XIV Simpósio Nacional da ABHR Juiz de Fora, MG, 15 a 17 de abril de 2015 1219 da estação ferroviária de Anápolis, que passa a ser o ponto final dos trilhos (Polonial, 2007, p. 25). A Vila São Vicente está inserida na cidade de Anápolis/GO e é habitada por moradores também provenientes de algumas cidades de Minas Gerais, principalmente a partir de programas governamentais como a Marcha para o Oeste, implantadas por Vargas. Vale ressaltar que nestas condições de apoio e incentivo os deslocamentos em massa se deram entre os pequenos agricultores, que se transferiam em busca de terras que possibilitassem o cultivo de uma vida melhor. Ao se estabelecerem ali, em terras goianas, os originários de Minas Gerais, em especial, adquiriram pequenas propriedades rurais, nas proximidades das quais com o passar do tempo, após doação e loteamento erigiram uma pequena capela em devoção ao santo da devoção do grupo, São Vicente de Paula, que também denominou a área atualmente elevada a bairro e conhecida ainda como Igrejinha. O período compreendido entre a década de 1950 foi bastante tumultuado em Anápolis: chegada dos trilhos, o município perdeu quase a metade de sua área, com as emancipações de Nerópolis, Nova Veneza, Damolândia, Brasabrantes, Goianápolis e Ouro Verde. Em contrapartida a população passou em 1935 de 33.375 habitantes para 68.732 moradores na contagem de 1960 (Polonial, 1997). Outro dado importante foi a “criação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1952, fazendo com que os religiosos participassem, cada vez mais, das discussões políticas do país” (Polonial, 2000, p. 116). Fato este que reativou grande parte dos festejos que estavam em desuso pelos fieis católicos ou ainda colaborou para o surgimento de outros. Na Vila de São Vicente, Igrejinha, o espaço da materialidade da religião tornou-se centro irradiador de devotos que para lá se dirigiram e acabaram constituindo o local de moradia, habitado ainda em sua maioria por descendentes daqueles migrantes, que trouxeram além da vontade de cultivar a terra também a devoção aos Santos Reis. 

Folia de Reis na Vila São Vicente 

Propomos uma investigação a partir do giro da Folia de Reis que aconteceu entre dezembro de 2014 e janeiro de 2015, com foco maior para o dia dedicado aos Santos Reis, comemorado a seis de janeiro.  Para participação, identificamos o espaço denominado Vila São Vicente e percebemos que atualmente nas proximidades desta Vila foi aberto um novo loteamento denominado Residencial São Vicente, que também se encontra em adiantado processo de ocupação. Sobre as características iniciais vale salientar a via de acesso, denominada: Estrada para Igrejinha até certo ponto em que continua como Rua Jesus Duarte. As ruas são quase todas denominadas por nomes do panteão católico: Santa Genoveva, Santa Bárbara, Santa Tereza, Santa Clara, Santa Branca, Santa Rita, Santa Luzia, Santa Virgínia, Santa Mônica. Mas há toponímias referentes ao mundo terreno, como: Praça e Rua João Batista Mendonça, (O fundador doador das terras junto com sua esposa Ana Ferreira da Conceição), Rua Iraci Alves dos Anjos, Eduardo Marçal, Hermes Souza, Geraldo da Paixão e Silva e Adolfo Pacheco. No entanto, existem outros logradouros, mas destacamos aqui somente os principais. Uma informação interessante é que estes quatro nomes das vias públicas da Vila São Vicente, caracteriza uma homenagem a seu fundador e antigos moradores que participaram do processo de ocupação inicial, assim como possuíam algum envolvimento com a Folia de Reis. As origens da Folia de Reis da Vila São Vicente foram contadas durante o encerramento dos festejos em janeiro de 2015, por meio de uma narrativa escrita em uma folha comum, com a colaboração de várias pessoas da comunidade. O documento começa destacando que: “para nós cristãos, a folia de Reis, uma festa popular cultural que compõe o nosso folclore, tem um significado que move e dá sentido a festa que é a devoção e fé nos Reis que foram a procura de Jesus” (Carta de apresentação da Folia). Importante se faz destacar que atualmente grande parte dos envolvidos nas manifestações culturais de cunho popular, possui consciência, tanto da fé quanto da devoção e da representatividade das festas de que participam. O sentido de deslocamento se faz presente, pois é uma das premissas das folias, cujos trajetos circulares são denominados giros de folia. O trajeto histórico da devoção aos Santos Reis, assim como as várias adaptações que ocorreram ao longo do tempo, pode ser observado com maiores detalhes em Pessoa e Félix (2007). Mas vale ressaltar que a Folia de Reis é bastante comum no Brasil, desde o período colonial. Algumas obras abordam as folias de Reis em Goiás, dentre elas destacamos a pesquisa de Canesin e Silva (1983) que estudam esta manifestação na cidade de Jaraguá. Em trabalhos de campo recente encontramos com foliões que contribuíram com as autoras repassando informações. Referência indispensável vem de Brandão (2004), com um capítulo dedicado à Folia de Reis de Mossâmedes, com instigante gama de detalhes sobre a ritualidade de uma festa tão importante para aquela comunidade. Outra pesquisa interessante, por abordar a festa como Anais do XIV Simpósio Nacional da ABHR Juiz de Fora, MG, 15 a 17 de abril de 2015 1221 um espaço de ensinar e de aprender a cultura popular foi produzida pelo professor e embaixador de Folia, Jadir Pessoa (2009). A exemplificação de várias Folias de Reis advém das características individuais de cada uma delas, assim como as influências que trazem na sua constituição histórica, como pode ser observada na continuidade do documento que denominamos como carta de apresentação: a Folia de Reis da Capela São Vicente [...] é uma tradição desde seus primeiros habitantes, tendo a pessoa de Haroldo Antônio de Souza, hoje com 89 anos de idade um dos foliões por mais de 50 anos. Hoje o atual capitão é o senhor Valdeir Pedro Martins que é neto do folião responsável por trazer de Minas Gerais a coroa e a tradição desta folia há mais de 80 anos (Carta de apresentação da Folia). O senhor Haroldo Antônio de Souza se fez presente, como em todos os demais anos, no momento da entrega da Folia de Reis, que ocorre na noite do dia 06 de janeiro. Ele é bastante homenageado e recebe os cumprimentos dos foliões, pois cabe a ele o mérito da introdução da Folia de Reis da Vila São Vicente. A Folia de Reis quando por ocasião do giro pelas ruas da comunidade não seguem antigos preceitos ritualísticos presentes ainda em grande parte das folias que acontecem em Goiás e também em outras localidades, como por exemplo, a bandeira da folia cruzar caminhos, ou passar pelo mesmo lugar uma segunda vez durante o giro. Fomos indagar os motivos de abolirem estes interditos ritualísticos e em conversas com os foliões nos foi dito que devido ao crescimento da vila e as necessidades do mercado de trabalho é muito comum um morador que sempre recebeu a bandeira, não estar em casa quando do giro, por isso a bandeira seguida pelos foliões voltam à residência deste devoto para abençoá-la. Nos relatos constam que buscam manter as tradições mineiras da folia, e inclusive estabelecem contato com as cidades mineiras de onde vieram seus ascendentes visando intercâmbio de conhecimentos voltados para a realização da folia. A Folia da Vila São Vicente possui ainda uma coroa, que segundo os foliões mais antigos foi trazida de Minas Gerais para que em Goiás pudessem continuar com as caminhadas em homenagem aos Reis Magos. Os foliões promovem o giro durante o dia, diferentemente das demais folias de Reis. Seguem caminhos visitando os moradores da Vila de São Vicente e de propriedades rurais próximas, assim como os novos bairros residenciais adjacentes. A visita da bandeira da folia consiste em entrar nas casas e promover cantoria nos presépios. Quanto mais composto o presépio, mais tempo os foliões despendem naquela residência. Anais do XIV Simpósio Nacional da ABHR Juiz de Fora, MG, 15 a 17 de abril de 2015 1222 A capela de São Vicente encontra-se em reforma para a implantação de duas torres na fachada frontal, o que não impediu que fosse realizada ali a saída da folia, cerimônia ritualística que aglomera os foliões, quando é entregue a bandeira para o giro. Logo em seguida a folia começa sua caminhada devocional pelas ruas do bairro, com uma significativa variação de foliões e também de público. A entrega da Folia de Reis O termo entrega no contexto das folias significa o momento final, quando os donativos passam das mãos dos foliões para os promotores da folia, neste caso a Igreja, representada pelo padre que atende a capela. A atividade de entrega ocorre após a reunião dos foliões na casa de Evandro de Paula, que abriga o capitão da folia (Valdeir Pedro Martins), uma vez que este reside no centro da cidade de Anápolis. A atividade inicial consiste na reza no presépio, quando cantam até a chegada do maior número de foliões. O deslocamento para o salão da igreja, situado na proximidade do templo religioso ocorre quando todos os preparativos estão prontos. “O sinal pode vir tanto dos fogos de artifício como por uma chamada de celular”, nos conta um dos organizadores, o senhor Evandro de Paula – genro do senhor Haroldo. O deslocamento pelas ruas é acompanhado pelos músicos que seguem o trajeto tocando e cantando as músicas da folia. A bandeira é carregada prioritariamente por quem tem um voto a pagar ou por quem alcançou uma graça por fé, devoção ou intervenção dos Santos Reis, caso contrário o alferes da Folia é que a desloca. Outros componentes que seguem obrigatoriamente a bandeira da folia é a Rainha, denominada Rosa pelos foliões, que pode inclusive não ser da comunidade, e que porta uma coroa e uma flor segurada nas mãos. Seguem também os festeiros, três homens que representam os Reis magos: Gaspar, Baltazar e Melchior. Figuras indispensáveis são os palhaços, que na Vila de São Vicente não possuem denominações próprias como em outras folias de Reis visitadas. Havia três, dois vestidos de homens e um vestido de mulher. Momento solene é a transposição do arco elaborado com folhas de palmeiras, pois ele é o delimitador do espaço público com o espaço da festa. Representa o que Gennep (2011) identifica como sendo o rito de passagem da soleira. Delimitação de espaços distintos. No caso da entrega da Folia de Reis da Vila São Vicente, é bastante comum os partícipes fazerem o sinal da cruz ao transporem este símbolo ritual efêmero, que é artisticamente elaborado para este momento em especial. Anais do XIV Simpósio Nacional da ABHR Juiz de Fora, MG, 15 a 17 de abril de 2015 1223 Ao adentrarem ao salão, previamente ornamentado e organizado para a cerimônia de encerramento da Folia de Reis, a Rosa e os Reis Magos, ocupam um pequeno palco improvisado, quando após a cantoria acompanhada por diversos músicos que tocam violas, violões, acordeons, pandeiros e caixas, passam as coroas e faixas para a nova Rosa e para os novos Reis Magos, que farão a festa no ano seguinte. Enquanto isso, na cozinha, situada no mesmo salão, os preparativos para o jantar comunitário se finalizam quando as comidas são dispostas em mesas, organizadas para servir os convidados. O trabalho de produção dos alimentos é voluntário e grande parte dos ingredientes é doação feita pelos devotos. O cardápio consistiu em salada de cenoura com repolho, vinagrete, salada de macarrão, batata com carne, macarrão, salada de cenoura com beterraba, carne bovina, mandioca, carne de frango, feijão em caldo e arroz branco. Tudo em grande quantidade, o suficiente para alimentar toda a multidão e ainda sobrar, o que caracteriza a fartura da folia goiana. Acompanhando a janta, foi servido ainda refrigerante e doce de leite e de mamão. Os recipientes descartáveis foram utilizados para dinamizar a distribuição entre as várias centenas de participantes que lotaram o Salão Comunitário São Vicente, que já possui toda uma estrutura e equipe para a produção de grandes festas das devoções da comunidade local. Devido ao grande tumulto, pelo elevado número de pessoas presentes, os palhaços auxiliam na organização das filas, e aos foliões é destinado um espaço reservado, com mesas para melhor acomodá-los e evitar filas. Após as cerimônias ritualísticas de troca dos festeiros para o ano vindouro, no lado externo do Salão Comunitário, foi ligado um trio elétrico que animou a festa com sucessos sertanejos do momento, quando participantes começaram a dançar. Considerações finais Ao acompanhar a Folia de Reis que acontece na Vila São Vicente, nos deparamos com uma folia de herança mineira, segundo os foliões que dela participam, dentre eles o senhor Valdeir Pedro Martins, atual capitão da Folia em entrevista realizada durante a entrega. O termo tradição foi uma recorrência, utilizado principalmente quando inquiridos sobre a história da folia na comunidade. A figura do senhor Haroldo é o ponto convergente de todas as respostas sobre a constituição e manutenção da folia no transcorrer do tempo. Importante observar que a concepção de tradição que possuem está bastante ligada aos propostos tanto por Hobsbawn (2012) e por Giddens (2003), que nos indicam a necessidade Anais do XIV Simpósio Nacional da ABHR Juiz de Fora, MG, 15 a 17 de abril de 2015 1224 das comunidades criarem, alterarem e adaptarem as manifestações de acordo com as necessidades de que dispõem. A tradição familiar fica bastante evidente ao perceber que toda a multidão que ali se faz presente, na verdade é constituída por pessoas descendentes dos pioneiros da Vila São Vicente, inclusive os festeiros que recebem as coroas e faixas passando a representar os Reis Magos. Em 2015, a tradição familiar se evidencia, quando dois primos e um tio foram os festeiros, respectivamente: Diego Gomes (Gaspar), Billy Ranndys (Baltazar) e João Pacheco (Melchior). Vale ressaltar que todos eles já tinham sido festeiros em outros giros anteriores. Independente de habitarem ou não a Vila de São Vicente, de terem seus ancestrais vivos e participando da Folia de Reis da Igrejinha, os descendentes destes mineiros que constituíram famílias com os goianos que aqui encontraram, se encontram a cada ano em um momento de congraçamento sob as bênçãos dos Santos Reis, para quem promovem uma folia que tem gerado bastante repercussão entre os foliões que a ela se agregam e também à cultura goiana. Exatamente três meses após a entrega da Folia de Santos Reis em 2015, a comunidade de São Vicente de Paula, a Igrejinha, viu partir da jornada da vida, um dos fundadores da Folia de Reis local: o senhor Haroldo Antônio de Souza, que foi ao encontro dos Reis Magos!

João Guilherme da Trindade Curado1 Adolpho Randes Mesquita Ferreira
Anais do XIV Simpósio Nacional da ABHR Juiz de Fora, MG, 15 a 17 de abril de 2015 1215 2

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